Morte por afogamento

Embaixo do aguaceiro, lado a lado com o furor das águas, kikinha quicava. Pra lá e pra cá, como a maré daquele dia, como o lago de cimento, arbórea, como as raízes desarruadas. Kikinha gotejada, engolida a água triste e torta, lamejava a pele fria e porca. E a mãe, malacodida, gritava e gritava e chorava. Me ajuda a tirar a filha debaixo d’água, mas kikinha lá, não mais estava.

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