Dia do escritor, parte 2

Caso ninguém tenha reparado, eu tenho postado muito no blog. Isso se deve basicamente a duas coisas: 1. decidi que quero ser escritora, e ponto. 2. estou lendo um livro chamado “If you want to write” de uma mocinha chamada Brenda Ueland (essa aí da foto).

Esse livro seria uma típica obra de autoajuda, se não tivesse sido escrito em 1938. Nele, a Brenda, em muitas e bonitas palavras, fala que, se você quer escrever, a única coisa que você precisa fazer é escrever. Deixar de besteira, de se julgar a todo momento, de ficar criticando o próprio texto, de se achar pedante ou arrogante e escrever. Apenas isso. Se você escreve mal, é somente com a prática que, eventualmente, você vai escrever bem.

Ela também lembra que a escrita deve ter um fim em si mesma. Não se deve escrever querendo ficar rico ou ser o melhor. Isso acaba travando a criatividade e aumentando muito a nossa autocrítica: enquanto o texto não ficar perfeito,  não teremos coragem de publicá-lo, e assim, ele nunca vai dar as caras ao mundo.

Estou lendo a versão e-book que comprei na amazon e, por lá, uma das críticas me chamou atenção. É bem parecido com o que eu senti ao ler os primeiros capítulos:

I found this book by accident while browsing through a now-defunct Los Angeles bookstore/cafe. It was the luckiest accident of my life. At that point I had been a professional writer for more than twenty years, but I rarely enjoyed my work, and I felt all of it was disposable in one way or another. At first, reading “If You Want to Write” gave me an incredible, if unfamiliar, feeling of joy and self-confidence. Afterwards, I began to surprise the hell out of myself in terms of what I was able to accomplish. This simply written book states some of the most profound truths about life and creativity I have ever read. Whenever I get stuck on a project I go back and re-read it, and its warmth, generosity, and brilliance always inspire me to go on.It should almost be titled “If You Want to Live”, because far more than being a how-to book on writing, it makes an eloquent argument that we all can live creative lives as long as we’re true to ourselves. (Nigey Lennon nas críticas da Amazon)

Sim, as mesmas dicas que o livro dá para que se escreva, servem para serem aplicadas à vida. E acho que a autora seguia à risca o sentido da coisa toda. Vale a pena dar um pulinho na Wikipedia, e ver como ela quebrou um recorde de natação, com mais de 80 anos – ela era esse tipo de gente, sabe como?

Se você quer escrever, eu recomendo a leitura de If you want to write (trocadilho! mas não achei o livro em português).

Observação: esse livro foi uma dica da Felicia Day num dos Vlogs daquele canal que recomendei mais cedo hoje.

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