Os mercenários 2, filme para refletir

Ontem fui assistir ao filme Mercenários 2. Me diverti bastante, mas, dependendo do tanto que você for pagar, talvez não valha a experiência de ir ao cinema – por mim, achei que valeu exatamente os R$9,00 que paguei de inteira numa sessão de terça-feira às 18h20 no shopping cidade. Se fossem R$10, não sei se teria compensado. Essa questão do preço do ingresso me fez pensar sobre minhas últimas escolhas “em se tratando” de cinema.

Já faz um tempo que saí do circuito alternativo e entrei de cabeça no mainstream. Acho que não me recuperei do trauma com cinema cabeçudo desde que vi Sob o céu do Líbano (aka pior filme da minha vida), lá por 2007. Então, me tornei cativa das salas de cinema das grandes redes, em especial às do Cinemark do Pátio Savassi. Atualmente, apesar de ainda manter alguma fidelidade, venho desenvolvendo uma antipatia cada vez maior pelo cinema do Pátio e gradualmente estou fazendo minha transição para outras praças.

Um dos grandes motivos é o preço. Num sábado você paga exorbitantes R$18,00! E chega a R$25 se for 3D! Se isso refletisse em qualidade, até daria para considerar. No entanto, o cenário está cada vez pior: as salas cheiram MUITO mal, estão frequentemente sujas, o atendimento da lojinha de pipoca é péssimo e o público que, na boca do preconceito de classe, seria “mais civilizado” (cof, cof) por ter poder aquisitivo maior, é o mais mal educado. Não há uma sessão em que eu não fique incomodada com o comportamento de alguém. Desde os adolescentes dos colégios da região que não respeitam o silêncio no filme, à família mineira linda e loira que chega atrasada e passa na frente da tela, à gente que chuta a sua cadeira sem a menor cerimônia durante o filme todo. E, para mim, que considera o trailer parte integrante do filme, a situação fica mais grave. No que diz respeito à qualidade humana, as minhas experiências cinematográficas no Shopping Cidade estão sendo bem melhores.

Se fosse cinemark, esse seria o meu lugar.

De pró, a única vantagem do Cinemark é a arquitetura das salas.  Lá, eu tenho meu lugarzinho preferido desde sempre – primeira fileira da parte elevada, ao centro. Sofri um pouco quando começou a ser necessário escolher o lugar no ato da compra porque, pela lógica, o meu lugar ficava na primeira fileira da parte “centro”. Depois de ir parar na fileira atrás da minha favorita, concluí que, na verdade, ela era na última fileira da parte “frente”.  E, algum tempo depois, deslocada novamente, fui descobrir que existiam duas salas em que a regra era diferente. Finalmente, elaborei uma boa tática para escolher o meu lugar favorito em qualquer sala do cinemark no Pátio: aquele que está na fileira imediatamente atrás das cadeiras de rodas. Não tem erro.

Se não conheço a sala ou a rede e não preciso escolher o lugar com antecedência, me sinto um pouco como o Sheldon de TBBT: ao chegar, 15 minutos adiantada, experimento uns três ou quatro lugares, conferindo o alinhamento da tela, a distribuição de áudio e as interferências de luminosidade das saídas de emergência.  Ontem cheguei a uma conclusão após a sexta tentativa de cadeira não dar certo na sala desconhecida do cineart do Shopping Cidade: lá é o único cinema que eu conheço que é totalmente democrático. Não existe lugar melhor/pior, todos os assentos são igualmente ruins. Acabei num lugar no centro da sala, ligeiramente à direita da tela, que era alinhado à entrada que ficava com uma luz constantemente acesa, interferindo na minha visão panorâmica. A vida é dura.

Algo que complica muito escolha do assento no Cineart é a presença em quase todas as salas de um corredor que está alinhado com O CENTRO da tela. Quando, por acaso, o corredor é um pouco deslocado para algum lado, para sentar no centro é preciso ficar na ponta de uma fileira, o que igualmente não me apetece. Mas, como dito lá em cima, o público é mais civilizado (durante o filme, na fila sempre rolam uns barracos) e o cheiro do cinema é melhor – de vez em quando até colocam uma propaganda do aromatizador de ambientes usado nas salas antes dos trailers, mas também não é tão bom assim.

Gostaria de pedir para o Papai Noel a minha sala de cinema perfeita: preço, público e cheiro do Shopping Cidade, arquitetura e áudio do Pátio e tamanho de tela do Boulevard. É pedir demais?

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Um comentário sobre “Os mercenários 2, filme para refletir

  1. Vimos este filme traumatizante juntas ❤ Aiai, pipas bizarras e imagens nada a ver no meio de uma historia nada a ver. Mas eu aprendi a colocar o lenço arabe com esse filme 🙂

    Meu lugar preferido na sala de cinema também é esse seu! No meio, de preferencia, com o pé na grade 😛

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